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terça-feira, 30 de março de 2021

Vacinas atuais contra covid-19 serão ineficazes em 1 ano, dizem cientistas

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Pesquisa realizada pela People’s Vaccine Alliance, um grupo formado por várias organizações, incluindo a Anistia Internacional e a Oxfam, indicou que o mundo precisará de novas vacinas contra a covid-19 em 1 ano ou menos. O estudo foi realizado de 17 de fevereiro a 25 de março, com 77 cientistas de 28 países. Foram 66% os que disseram acreditar que os imunizantes disponíveis hoje no mercado deixarão de ter eficácia em 1 ano por causa das variações do vírus que estão surgindo, algumas mais transmissíveis e menos sensíveis às vacinas. Foram 33% os que indicaram que novas vacinas serão necessárias em 9 meses. “Novas mutações surgem todos os dias. Às vezes eles encontram um nicho que os torna mais aptos do que seus antecessores. Essas variantes de sorte poderiam transmitir de forma mais eficiente e potencialmente evitar respostas imunes a cepas anteriores”, disse em um comunicado Gregg Gonsalves, professor de epidemiologia da Universidade de Yale.
A atual safra de vacinas que receberam autorizações emergenciais em diferentes partes do mundo é uma mistura de tecnologias novas e antigas. A abordagem mRNA, empregada pelas empresas Pfizer/BioNTech e Moderna, pode ser ajustada rapidamente (dentro de semanas ou meses) para combater novas variantes. No entanto, gargalos na fabricação podem ser um problema. Também, esse conjunto de vacinas está longe do alcance dos países mais pobres, uma vez que os imunizantes são muito mais caros e exigem estruturas mais caras para serem armazenados. Enquanto países ricos, como o Reino Unido e os EUA, administraram pelo menos uma dose de vacina para mais de 25% de suas populações, nações como a África do Sul e a Tailândia nem sequer conseguiram vacinar 1% de suas populações. Alguns países ainda não administraram nem a 1ª dose. Devi Sridhar, professor de Saúde Pública Global da Universidade de Edimburgo, disse que o mundo precisa vacinar o “maior número de pessoas possível”. “Quanto mais o vírus circula, mais provável é que surgirão mutações e variantes, o que pode tornar nossas vacinas atuais ineficazes. Ao mesmo tempo, países pobres estão sendo deixados para trás sem vacinas e suprimentos médicos básicos, como oxigênio”, afirmou. Anna Marriott, gerente de política de saúde da Oxfam, disse que não vacinar os países mais pobres oferece risco para os mais ricos. “Em muitas nações ricas, as pessoas vacinadas estão começando a se sentir mais seguras, mas a menos que vacinemos todas as nações, há um enorme risco de que a proteção oferecida pelas vacinas seja quebrada por novas mutações.” Por: Poder360

Bolsonaro repete discurso sobre medidas de isolamento contra a covid: 'Eu não fecho nada'

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Brasília - O presidente Jair Bolsonaro repetiu, nesta terça-feira, 30, como tem feito desde o início da pandemia, o discurso de que não é o responsável por políticas de fechamento de setores econômicos adotadas no País para evitar o avanço da covid-19. "Eu não fecho nada, eu não fecho nada. A vida é tão importante quanto a questão do emprego", disse a apoiadores. Na saída do Palácio da Alvorada, o presidente ouviu queixas de um simpatizante sobre os fechamentos praticados em alguns Estados para evitar a disseminação do novo coronavírus.
Ao contrário da retórica de Bolsonaro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o distanciamento social e medidas de isolamento como forma de prevenir o maior contágio pelo vírus. Bolsonaro, contudo, é crítico a essa estratégia pelo seu impacto na atividade econômica. Por esse motivo, ao longo da pandemia, o chefe do Executivo antagonizou governadores e prefeitos que adotaram medidas de fechamento. O presidente da República, Jair Bolsonaro © Dida Sampaio / Estadão O presidente da República, Jair Bolsonaro O presidente chegou a entrar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra os governos do Distrito Federal, Bahia e Rio Grande do Sul para derrubar decretos de "toque de recolher" à população adotados pelos governadores. A ação foi rejeitada pelo ministro Marco Aurélio Mello na semana passada. A ação apresentada por Bolsonaro foi também um dos motivos para a saída de José Levi da Advocacia-Geral da União (AGU) anunciada ontem junto de outras cinco mudanças no governo. Levi se recusou a assinar a ação apresentada por Bolsonaro para derrubar decretos de toque de recolher. O processo foi movido pelo próprio presidente e não pela AGU, que é responsável por representar judicialmente os interesses do Planalto perante o STF. Na avaliação do ministro Marco Aurélio caberia à AGU formalizar o pedido e, por isso, rejeitou o recebimento da ação. Por: Emilly Behnke

segunda-feira, 15 de março de 2021

Quebras de sigilo revelam indícios de rachadinhas de Jair Bolsonaro e Carlos

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A quebra de sigilos bancário e fiscal do caso Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) mostra indícios de que seu pai, o hoje presidente Jair Bolsonaro, e seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), também faziam esquema de “rachadinha” em seus gabinetes. “Rachadinhas” são a prática do agente público que recolhe parte ou até a totalidade do salário pago a assessores e funcionários contratados. As informações foram reveladas nesta 2ª feira (15.mar.2021) pelo site Uol, que teve acesso às quebras de sigilo em setembro de 2020. A reportagem afirma ter analisado 607.552 operações bancárias de 100 suspeitos de participação nos crimes. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou o uso dos dados das quebras de sigilos no processo contra Flávio. O MPF (Ministério Público Federal), no entanto, recorreu junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) para rever a decisão. FUNCIONÁRIOS DE JAIR SACARAM R$ 551 MIL EM DINHEIRO VIVO Quatro funcionários que trabalharam para Jair Bolsonaro em seu antigo gabinete na Câmara dos Deputados retiraram 72% de seus salários em dinheiro vivo. Eles receberam R$ 764 mil líquidos, entre salários e benefícios, e sacaram o total de R$ 551 mil. O assessor Fernando Nascimento trabalhou no gabinete de Jair Bolsonaro de maio de 2009 a maio de 2014. No período, recebeu R$ 164 mil da Câmara dos Deputados. Sacou pelo menos R$ 126 mil, o equivalente a 77% do salário. Em alguns meses, sacou 100% do que recebeu. Quando saiu da Câmara dos Deputados, Nascimento foi nomeado por Flávio Bolsonaro na Alerj. Por isso, acabou tendo o sigilo bancário quebrado no caso das “rachadinhas”. Em 2019, quando Flávio assumiu cadeira de senador, Nascimento e sua mulher foram nomeados para cargos no Senado. O secretário parlamentar Nelson Rabello, militar reformado que serviu no Exército ao lado do atual presidente, começou a trabalhar com a família Bolsonaro em 2005, no gabinete de Carlos, na Câmara Municipal do Rio. Ficou 1 mês e depois virou assessor de Jair Bolsonaro em Brasília, até 2011. Depois, atuou no gabinete de Flávio e de Carlos. Em 2017, voltou a atuar com Jair. Em 6 anos na Câmara dos Deputados, ele sacou 70% do que recebeu (R$ 134 mil dos R$ 192 mil). Apesar do rendimento, em 2012, Rabello chegou a entrar na Justiça para negociar uma dívida de R$ 3.200. Em 2018, quando Bolsonaro foi eleito presidente, o percentual de saques de Rabello foi maior, 88%. O secretário parlamentar Daniel Medeiros, que trabalhou para Bolsonaro de 2014 a 2017, sacou 72% do salário. Um 4º funcionário de Jair Bolsonaro aparece na quebra de sigilo. Jaci dos Santos, sargento reformado do Exército, trabalhou no gabinete do então deputado federal por 8 meses, de dezembro de 2011 a julho de 2012. Ele sacou 45% de tudo o que recebeu da Câmara dos Deputados.
EX-CHEFE DE GABINETE DE FLÁVIO PAGAVA APARTAMENTO DE LÉO ÍNDIO Mariana Mota, ex-chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro, fez pagamentos do aluguel de uma quitinete no centro do Rio onde morava Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, primo do atual senador. O dinheiro saía da conta de Mariana no período em que Flávio foi deputado estadual e que Léo constava como seu assessor na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), ao longo de 2007. Foram 5 pagamentos em benefício de Léo Índio. Em fevereiro de 2007, Mariana fez uma transferência identificada como “al.leo” para Norival Dantas, que alugava imóvel para Leo Índio. O valor foi de R$ 503. No mês seguinte, repetiu a operação para Dantas, no valor de R$ 460 –dessa vez, anotou “condomin”. Em maio, outra transferência, identificada como “leo” e valor de R$ 503. Em julho do mesmo ano, outra operação chamada de “aluguel”, no total de R$ 500. Em agosto, mais R$ 500 com anotação “leo”. ASSESSORES DE CARLOS SACARAM R$ 470 MIL EM DINHEIRO VIVO Entre os funcionários de Carlos Bolsonaro que tiveram o sigilo bancário quebrado estão Márcio Gerbatim e seu sobrinho Claudionor Gerbatim. Marcio, ex-marido de Márcia Aguiar, atual mulher de Fabrício Queiroz, tornou-se funcionário do gabinete de Carlos Bolsonaro em abril de 2008. Ficou no cargo por 2 anos. Nesse período, recebeu R$ 89 mil e sacou pelo menos R$ 86 mil, 97% do que recebeu. Claudionor, na Câmara Municipal do Rio, sacou R$ 54,8 mil de seus pagamentos de R$ 58 mil, o que equivale a 94% do valor total. Nelson Rabello, militar reformado que serviu no Exército ao lado do atual presidente, que também fez saques da maior parte do salário quando trabalhou com Jair Bolsonaro, atuou com Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal do Rio. No período, sacou 70% do salário em dinheiro vivo. Andrea Siqueira Valle, irmã de Ana Cristina Valle, 2ª mulher de Jair Bolsonaro, foi vinculada ao gabinete de Carlos na Câmara Municipal do Rio de 2006 a 2008. Nesse período, não morou na capital fluminense, mas em Resende, a mais de 150 quilômetros do Rio. Vivia de faxinas e outros trabalhos temporários. Ela recebeu R$ 76 mil e sacou pelo menos R$ 79 mil. OUTRO LADO Procurados pela reportagem do Uol, nem Flávio, nem Carlos e nem Jair Bolsonaro responderam às indagações sobre os dados colhidos na quebra de sigilo do filho mais velho do presidente. Por,Poder360

Saiba mais sobre a loja Hadhassa denim, o segredo que fez com que ela se destacasse no mercado da moda feminina.

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A loja Hadhassa denim é uma loja de moda feminina voltada para lojistas, que confecciona suas próprias peças, todas com tecidos da mais alta qualidade, buscando atender um público mais exigente, que procuram preço justo e qualidade. A Hadhassa denim está há cinco anos no mercado e fica localizada no Brás, o maior polo de confecção de roupas do Brasil, é um bairro inteiro dedicado ao comércio de roupas. A loja se encontra dentro do Shopping Vautier, na Av Vautier número 248 ala bordo loja 14.
A Hadhassa denim trabalha com varejo e atacado e envia para todo Brasil. Não deixem de visitar o Instagram da marca, lá você encontra as últimas tendências, com muitas novidades do mercado da moda feminina.
Instagram: @hadhassa_denim Telefones para Contato: (11) 953665466 Marcio (11)985650952 Ávila Email: olivmarcio79@gmail.com Endereço: Av Vautier 248 ala bordo loja 14

quinta-feira, 4 de março de 2021

Bolsonaro: ‘Chega de frescura e de mimimi. Vão ficar chorando até quando?’

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O presidente Jair Bolsonaro, em discurso durante a inauguração de um trecho ferroviário e um terminal de São Simão, em Goiás, nesta quinta-feira, 4, voltou a criticar a suspensão da atividade produtiva e a adoção de outras medidas de isolamento social para combater a propagação do novo coronavírus e negou que não esteja empenhado em comprar vacinas contra a Covid-19.
"Chega de frescura e de mimimi. Vão ficar chorando até quando? Temos que enfrentar os problemas. Respeitar, obviamente, os mais idosos, aqueles que têm doenças, comorbidades. Mas onde vai parar o Brasil se nós pararmos?", questionou. "Qual o futuro do Brasil? O efeito colateral do tratamento errado da Covid, que eu venho falando há um ano, é muito mais danoso que o próprio vírus", disse. "Todos nós vamos sofrer se não tomarmos as medidas certas e com coragem", acrescentou. Para justificar o fim do isolamento, Bolsonaro usou uma citação bíblica -- "não temas". Ele também ressaltou que lamenta qualquer morte -- 259.271 pessoas morreram no Brasil em razão da doença. Segundo, Bolsonaro, a "atividade essencial é toda aquela necessária para o chefe de família levar o pão para dentro de casa" e questionou: "Por que essa frescura de fechar o comércio?". O presidente também ressaltou que medidas restritivas podem trazer outros riscos à sociedade. "Sem dinheiro, sem salário, sem emprego, estamos condenados à miséria, ao fracasso, à morte, a ações que não nos interessam, como distúrbios, saques, greves generalizadas, se bem que quem não está trabalhando não vai fazer greve", disse. Também pediu que os políticos ponham fim á política do isolamento. "Eu apelo aqui, já que foi me castrada a autoridade, para governadores e prefeitos: repensem a política do fecha tudo, o povo quer trabalhar. Venham para o meio do povo, conversem com o povo. Não fiquem me acusando de fazer aglomeração, aqui tem uma aglomeração, em todo lugar tem. Vamos combater o vírus, mas não de forma ignorante, burra e suicida". "Como gostaria de ter o poder, como deveria ser meu, para definir essa politica. Foi para isso que muitos de vocês votaram em mim", acrescentou. A referência, comumente feita pelo presidente, é ao Supremo Tribunal Federal, que decidiu que estados e municípios têm autonomia para adotar medidas de restrição na pandemia -- em nenhum momento, no entanto, a Corte retirou poderes do presidente. Vacinas Bolsonaro disse ainda que "nunca nos afastamos de buscar vacinas", mas ressaltou a importância da autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) porque "a gente está vacinando seres humanos". Veja

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Com doses se esgotando, governadores e Congresso cobram Pazuello por mais vacinas

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BRASÍLIA - Com doses de vacina contra a covid-19 se esgotando, governadores e congressistas preparam uma ofensiva sobre o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para acelerar a chegada de novos imunizantes ao País. A pressão sobre o general aumentou após Pazuello prometer que todo o País será imunizado ainda neste ano, mesmo com o governo federal patinando para ampliar a oferta de vacinas. O Fórum dos Governadores reúne-se com Pazuello na quarta-feira, 17. Os chefes dos Estados e do Distrito Federal vão cobrar, novamente, um cronograma para a entrega das doses. “Nos aproximamos de 30 dias do início da vacinação com perspectiva de alcançar apenas 3% da população brasileira vacinada. Neste ritmo, não vai se concretizar o plano do governo de vacinar, até junho, metade da população”, disse o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que coordena trabalhos do Fórum sobre vacina. O Ministério da Saúde afirma que 11,1 milhões de doses já foram entregues. Este volume serve para vacinar cerca de 6,5 milhões de pessoas. Segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de saúde, o número de pessoas vacinadas no País chegou a cerca de 5 milhões no domingo, 14. Os dados do Ministério da Saúde, que estão desatualizados, apontam cerca de 3 milhões de pessoas que receberam ao menos a primeira dose. Pressionado pela ameaça de uma CPI, Pazuello disse, no último dia 11, a senadores, que metade da população será vacinada até junho. O restante, até dezembro, disse o general. Segundo o ministro da Saúde, o Brasil trabalha para ter "reservas" de vacina e até mesmo exportar para outros países da América Latina. A falta de doses, porém, tem travado as campanhas de imunização. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM) anunciou nesta segunda-feira, 15, que irá interromper a aplicação da vacina pela falta de doses. A Secretaria de Saúde de Ananindeua (PR) informou o mesmo no domingo, 14, pois chegou ao fim “o quantitativo para a aplicação da primeira dose em idosos”, segundo nota do órgão. Há ainda reclamações sobre o critério para distribuição das doses. O governo do Pará reclama de ser o último colocado, na conta ajustada pela população de cada Estado. O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), escreveu no Twitter que o ritmo lento da campanha na cidade deve-se ao número de doses recebidas. “Santa Catarina é o penúltimo estado que menos recebeu doses proporcionalmente a sua população”, afirmou.
Pressão parlamentar O Congresso também cobra mais agilidade do Ministério da Saúde para a entrega dos imunizantes. O deputado federal e líder do Cidadania, Alex Manente (SP), apresentou requerimento de informações para que Pazuello detalhe o plano de vacinação contra a covid-19. O deputado pede o volume de recursos que o governo federal pretende destinar, a quantidade de imunizante, prazos de recebimento, a logística, cópia de contratos assinados com os laboratórios, motivos do andamento lento da vacinação e o planejamento para dar visibilidade para as campanhas. O pedido ainda precisa ser aprovado pela Mesa da Câmara. A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) apresentou questionamentos, já aprovados pela Câmara, sobre a campanha de vacinação. Ela pede, por exemplo, para a Saúde mostrar como pretende “alcançar a quantidade de doses suficientes para que o plano de vacinação da população brasileira ocorra de maneira satisfatória”. Além disso, cobra informações sobre o plano para a aquisição de insumos farmacêuticos para a produção das vacinas no Instituto Butantan e na Fiocruz. Deputados do Novo também encaminharam a Pazuello dúvidas sobre as negociações por vacinas. Eles citam a proposta de 70 milhões de doses da Pfizer, que tem sido tratada com desdém pelo ministro da Saúde e o presidente Jair Bolsonaro. A Câmara dos Deputados ainda deve votar na quinta-feira, 18, a medida provisória 1026/2021, que libera a compra de vacinas mesmo antes do registro do produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Auxiliares de Pazuello tem dito que a aprovação desta medida, que ainda terá de ser apreciada pelo Senado e sancionada por Bolsonaro, deve destravar a compra de vacinas como a Sputnik V e a Covaxin, desenvolvidas, respectivamente, na Rússia e na Índia. Mais de 30 senadores assinam um pedido de abertura de CPI sobre a atuação do governo Bolsonaro na pandemia. O governo tenta usar a promessa de Pazuello de imunizar toda a população neste ano como defesa para esfriar esta investigação. Ministério patina O Ministério da Saúde afirma, em nota, que tem 354 milhões de doses garantidas para este ano. "Por meio dos acordos com a Fiocruz (212,4 milhões de doses), Butantan (100 milhões de doses) e Covax Facility (42,5 milhões de doses)", diz a pasta. No entanto, há ainda incertezas sobre o cronograma destas entregas. O envase das doses no País depende da importação do insumo farmacêutico aos laboratórios públicos e já houve atraso nas primeiras compras. A Fiocruz também não tem um calendário claro sobre a produção completa da droga no País. Além disso, o governo esperava receber 14 milhões de doses via Covax Facility a partir de março, mas essa previsão caiu para 10 milhões. O ministério também queria importar 10 milhões de doses prontas da vacina de Oxford/AstraZeneca fabricada na Índia, mas conseguiu, por enquanto, apenas um novo lote de 2 milhões de unidades. O governo também negocia a entrega de 20 milhões de doses da Covaxin e 10 milhões da Sputnik, mas estas negociações têm derrapado. "A expectativa do Ministério da Saúde em oficializar nesta semana compromissos com as farmacêuticas russa e indiana não se concretizou em função de atrasos nos repasses de informações por parte das empresas. Ainda há esclarecimentos pontuais, porém importantes, a serem feitos", disse a Saúde, em nota, na sexta-feira, 12. Em audiência no último dia 11, no Senado, Pazuello disse que 4,8 milhões de doses seriam entregues nas próximas 2 semanas. Ele também disse que alguns Estados receberam mais doses por causa do acordo de imunizar 34% dos profissionais de saúde e toda a população indígena nesta primeira fase. "Naquele grupo são 'tantas pessoas' naquele Estado. Às vezes, há um Estado com a população com percentual menor, mas há mais profissionais de saúde, por exemplo, que atendem pessoas de outros Estados também", explicou o ministro. Por Mateus Vargas/ESTADÃ0.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Doria convida Maia para o PSDB, após derrota do ex-presidente da Câmara em sua própria bancada

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(Reuters) - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta segunda-feira ter convidado o ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para o PSDB, após o desgaste do deputado em seu próprio partido durante o processo de sucessão na Casa legislativa. Enfraquecido politicamente após o episódio, Maia teria ficado de analisar o convite de Doria nos próximos dias. Na véspera da eleição da presidência da Casa, em reunião com a bancada do DEM, Maia chegou a anunciar que deixaria a legenda diante da clara tendência de seus correligionários de apoiarem a candidatura adversária de Arthur Lira (PP-AL). "Confirmo que ontem, recebendo a visita do deputado Rodrigo Maia na minha residência, eu o convidei para integrar o PSDB. Ele vai analisar, não é uma decisão, também ficou claro, que ele vai tomar de imediato, mas vai analisar", disse o governador de São Paulo em coletiva de imprensa.
"Ficou claro para mim, dadas as informações que ele colocou, e elas são públicas não estou fazendo aqui nenhuma revelação de uma confidência, que ele vai sair do DEM, partido do qual já foi presidente. Diante dessa afirmação pública dele, reafirmada ontem, eu o convidei para integrar o PSDB. Nos próximos dias ou nas próximas semanas, teremos a posição do deputado Rodrigo Maia", completou o tucano. O DEM acabou não apoiando oficialmente Lira, que chegou a incluir, dentre os itens de sua agenda no dia da eleição evento em que a bancada lançaria o apoio à sua então candidatura. Durante a disputa, Maia pediu um posicionamento mais incisivo do presidente da legenda, ACM Neto, em defesa da candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP), lançada com o apoio de Maia e de outros partidos. Mas o dirigente da sigla tinha pouca margem de manobra, já que a maior parte dos deputados democratas, incluindo a bancada baiana, havia decidido apoiar Lira. O PSDB também flertou com a possibilidade de desembarcar da candidatura de Baleia. Mas acabou decidindo manter-se formalmente no grupo. A reviravolta na Câmara jogou um balde de água fria nas expectativas de uma aliança MDB-DEM-PSDB que pudesse ser espelhada para a articulação para as eleições presidenciais de 2022. Ainda assim, Doria aposta que PSDB, MDB e DEM estarão juntos na disputa eleitoral do ano que vem e não descarta ampliar este campo à esquerda. Em entrevista nesta segunda-feira ao jornal Valor Econômico, Maia acusou ACM Neto de traição. Para o deputado, o presidente nacional da legenda "entregou a nossa cabeça numa bandeja para o Palácio do Planalto". As críticas também se dirigiram ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Maia prevê, ainda, que a guinada à direita tomada pelo DEM afaste a possibilidade de filiação do apresentador Luciano Huck caso decida se candidatar e não descarta a hipótese de filiação do presidente Jair Bolsonaro à legenda. A entrevista provou reações. Em nota, ACM afirmou que a narrativa de Maia "não corresponde aos fatos" e nega traição da Executiva do partido ou qualquer adesão ao governo Bolsonaro. "Infelizmente, o deputado Rodrigo Maia tenta transferir para a presidência do Democratas a responsabilidade pelos erros que ele próprio cometeu durante a condução do processo de eleição da Mesa Diretora da Câmara", diz a nota. Para ACM Neto, "Maia tinha um único candidato à presidência da Câmara, que era ele mesmo". "Quando o STF derrubou a possibilidade de reeleição, o deputado perdeu força para conduzir sua sucessão." Caiado também divulgou nota, na qual afirma que Maia "foi acometido por uma síndrome que atinge com muita frequência as pessoas que não aceitam deixar o poder: 'síndrome da ansiedade de poder'" e acusa o deputado de colocar seu nome a leilão. (Reportagem de Maria Carolina Marcello, em Brasília, e de Eduardo Simões, em São Paulo)

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